Destaque do mês
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- Pelo direito de correr
- Psicologia Esportiva infantil
| Pelo direito de correr |
| Escrito por João Ricardo Cozac | |||
| Qua, 22 de Outubro de 2008 | |||
Já, outros, optam pelo desafio de completar uma maratona, por exemplo. Estes atletas têm o repertório motivacional orientado para a realização. Os adversários, nestes casos, estão dentro de cada um. O desejo de conseguir diminuir o tempo, finalizar a prova e sentir o prazer em colocar a medalha supera a vontade de estar no lugar mais alto do podium. No entanto, não basta apenas uma preparação física adequada: é preciso que a mente e as emoções acompanhem a fortaleza do corpo e sejam aliadas inseparáveis no momento da corrida. A ansiedade, em geral, é a principal vilã daqueles que buscam o desempenho favorável em uma prova. Ela é a responsável pelo surgimento daqueles pensamentos intrusos que só dificultam a manutenção da concentração nos momentos mais delicados. A equação é exata e implacável: aumenta a ansiedade, cai a concentração. Manter a concentração focada durante uma ou duas horas é tarefa para poucos. Pude constatar, nestes últimos anos em minha clínica psicológica, o grande aumento de atletas que têm o rendimento prejudicado por conta da dificuldade de manter a atenção e os pensamentos na mesma direção e, claro, alinhados com a emoção durante o período em que estão correndo. A técnica mais utilizada pela Psicologia do Esporte, nestes casos, é a da visualização - processo de comunicação entre a emoção, percepção e mudança corporal - importante causa tanto da saúde quanto da doença, é a maior e mais antiga fonte de cura e aperfeiçoamento do rendimento e da performance em todas as modalidades esportivas. Os exercícios de visualização e as demais técnicas viso-motoras representam as principais formas de atuação e intervenção psicológica no esporte. Através da imaginação é possível vivenciar uma situação sem estar presente no ambiente em que ela se desenrola. Este ensaio de vivência produz um relato bastante fiel sobre as emoções e pensamentos envolvidos durante uma maratona ou qualquer outra prova que exija concentração e foco apurados. Este tipo de exercício mental já é considerado um treinamento esportivo em vários países do mundo. Infelizmente, no Brasil, estas técnicas se confundem com práticas de curandeirismos e/ou feitiçarias. Nada contra estas duas práticas. O ser humano, ao longo da história, desenvolveu sua fé, valores, princípios e autoconhecimento através dos magos e gurus. Ressalvo, apenas, que vivemos uma nova Era e, com ela, novas tendências e necessidades evidenciam a necessidade de se revolucionar o método e a intervenção. A postura imaginativa direciona o caminho que pretendemos trilhar ao longo da vida em todos os seus campos. Optamos pela saúde ou doença. A mente assume um caráter determinista e final no processo evolutivo de nossa espécie. No esporte, a motivação, concentração, controle de ansiedade e gerenciamento do estresse AJUDAM A FORMAR O ALICERCIE do iceberg mental que deve ser cuidado com o mesmo zelo que o físico e o técnico. A metáfora de Forrest Gump nos relembra os mitos gregos. Ao contrário de heróis como Prometeu ou Jesus, não nos empenhamos em nossa jornada para salvar o mundo, mas para salvar a nós mesmos. Mas, ao fazer isso, você salva o mundo. Afinal, onde imaginávamos viajar para longe, iremos ao centro de nossa própria existência. E lá, onde pensávamos estar sós, estaremos na companhia do mundo todo. |
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| Última atualização ( Qua, 22 de Outubro de 2008 ) |

