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| Técnicos e jogadores: dois lados da moeda futebolística |
| Escrito por João Ricardo Cozac | ||
| Ter, 19 de Maio de 2009 | ||
Amigos, recebi inúmeras mensagens de leitores criticando o comportamento do jogador santista Domingos naquele jogo diante do Palmeiras no Palestra Itália. Na visão de muitos, as lentes da mídia focalizaram muito mais o rompante de agressividade de Diego Souza e menos as provocações do zagueiro do Santos.
A violência de Domingos Como afirma o ditado: "nada como um dia após o outro". A impressão que tive, após a perda do título santista, é que Domingos continuará sendo expulso jogo sim, jogo não (o que estará cumprindo a suspensão automática). O comportamento agressivo e desajeitado deste atleta não combina com as cores do Santos. O jogador tem virado piada de torcedores de equipes adversárias e fruto da ira de boa parte da torcida santista. Afinal, Domingos está mais para lutador de Vale-Tudo e menos para um zagueiro habilidoso, ponderado e com algum tipo de intimidade com a redonda. Outro fato lamentável ocorreu na Libertadores de América. O incidente se deu no encontro entre o Chivas, do México, e o Everton de Viña del Mar, do Chile. Aos 45 minutos do segundo tempo, Héctor Reynoso, do Chivas, envolveu-se em uma discussão com Sebastián Penco depois de o adversário sofrer uma falta dura cometida pelo mexicano. O chileno se levantou e foi tirar satisfações (vai lá saber o que falou para o jogador mexicano).Em resposta, Reynoso tossiu para cima de Penco e começou a ameaçá-lo através de espirros, cusparadas e assopradas no rosto do adversário. Até a gripe suína já entrou em campo. No final da partida, Héctor Reynoso pediu desculpas públicas, acrescentando que depois do episódio, os adversários começaram a chamar os jogadores do Chivas de leprosos. Por que será? Ao menos, nesta Libertadores o tal do Reynoso já está suspenso. Saber provocar, claro, é uma arte (embora antiética, todo mundo faz no futebol. Isso não é segredo para ninguém). A grande questão é que muitos vendem aquela imagem de bonzinho, fala mansa e do atleta religioso fora das quatro linhas. Quando entram no gramado, assumem uma estranha e bizarra personalidade. Ainda assim, o trabalho psicológico com atletas continua sendo sumariamente ignorado pelos mandatários do futebol. Coisa de louco! Mano ensina Leão Tiro o chapéu para o treinador Mano Menezes. Sujeito calmo e ponderado, conquistou o Paulistão com todos os méritos. Claro que, vez ou outra, dá seus gritos e reclama dos árbitros como todos os demais, mas sem nunca perder a classe e educação. Ressalto a tranqüilidade e o comando que teve no retorno do Ronaldo ao futebol. Não concordou com grandes festas nem promoveu acontecimentos circenses neste momento delicado da carreira do atleta. Soube conduzir como poucos e, certamente, ganhou o reconhecimento e agradecimento do Fenômeno e de toda fiel torcida. Já, Leão, expirou seu famoso prazo de validade nos últimos clubes que tentou dirigir. Afinal, depois que foi campeão brasileiro pelo Santos comandando aquela molecada genial, não se firmou mais que 3 ou 4 meses em clube algum pelo país nem fora dele. Quando não é para acertar algum tipo de "dívida de gratidão" no exterior, é demitido por seu comportamento explosivo e destemperado. De cara, sua chegada nos clubes provoca um impacto imensamente positivo. Os resultados só poderão ser desastrosos. |
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| Última atualização ( Qua, 20 de Maio de 2009 ) |

