Decadência
Escrito por João Ricardo Cozac   
Ter, 07 de Outubro de 2008

Faltando apenas dez rodadas para o término do campeonato brasileiro, a agonia de algumas equipes é evidente. Abaixo, algumas situações em que a falta de preparo emocional, má administração e baixa qualidade no comando técnico foram os principais vilões de grandes clubes pelo país.


Lenílson na balada
O meia Lenílson e os laterais Mariano e Calisto do Atlético Mineiro caíram na balada dias antes da partida decisiva contra o Palmeiras em São Paulo. O Galo perdeu por 3 a 1 e se aproximou novamente da zona do rebaixamento. Pior: estes atletas (sabe-se lá em que mundo vivem) continuam achando que “Paris é uma festa”. Conclusão: ganharam o cartão vermelho e não atuam mais pela equipe mineira.

Lenílson, por exemplo, veio do Noroeste de Bauru para o São Paulo, onde reafirmou seu melhor futebol e foi para o exterior. Não obteve sucesso e o Atlético Mineiro repatriou o atleta. Agora, possivelmente, ele deverá seguir para um time pequeno mais uma vez ou, quem sabe, em pouco tempo, desistir da carreira esportiva.

Tentações da noite
Estes meninos que, na maioria, não tiveram um infância saudável e, nem ao menos uma convivência familiar adequada, sem a oportunidade de estudar e desenvolver suas habilidades sociais, afetivas, intelectuais e psicológicas se deslumbram com a imensa quantia de dinheiro que passam a receber quando ingressam nos grandes clubes. Segurar este pessoal não é nada fácil. Mesmo assim, os dirigentes optam pelo trabalho de motivadores de plantão ou pais de santo, em vez de um trabalho de prevenção e promoção de saúde mental e emocional nas equipes.

Atlético Paranaense quase lá!
Tanto fizeram que o Furacão está quase desabando para a segundona. Os mandatários do clube, pelo visto, não se distanciaram tanto quanto disseram que fariam. Geninho, já campeão brasileiro com o mesmo time, não vislumbra alternativas de reação. O Furacão que, há tempos virou ventania, está bem próximo de se tornar uma pequena brisa que pouco será notada na série B em 2009. Se mantiver o triste desempenho apresentado na goleada sofrida para o Santos, os torcedores do clube viverão dias de profundo desgosto.

Renato Gaúcho e o playcenter do Brasileirão
Depois de perder de 4 para o Figueira, Renato Gaúcho parece ter sentido o golpe. O Vasco da Gama tem, atualmente, um dos grupos com pior qualidade técnica de sua história. O treinador do Vasco, quando ainda dirigia o Fluminense e estava prestes a decidir a Libertadores contra a LDU comentou que, após a provável (!) conquista do torneio, o Brasileirão seria apenas uma brincadeira de jogar bola. A distância para Tókio nunca esteve tão grande em sua carreira. Neste momento, ele está muito mais perto do Maranhão, Brasília, Caxias do Sul e Alagoas do que na terra do sol nascente.

Fluminense sem eira nem beira
O time das Laranjeiras é outro fortíssimo candidato ao rebaixamento.
Aliás, o clube carioca passou praticamente todas as vinte e oito rodadas nesta zona desconfortável da tabela. Após a perda do título da Libertadores para a LDU, a equipe dirigida agora pelo teinador René Simões tentará gastar os últimos cartuchos para não ser rebaixada (pela segunda vez em sua história) no ano que vem.

Cuca, depressivo?

Um dirigente do Fluminense comentou que o Cuca não é a pessoa indicada para motivar os jogadores já que apresenta um comportamento depressivo.

De fato, amigos, questões motivacionais não são, lá, o lado mais forte do treinador. Confesso que o tom de suas declarações após a demissão me deu vontade de chorar junto com ele. Vocês imaginam como isso repercute num grupo que já está mergulhado na melancolia e descrença? Nem padre (como o treinador costuma convocar), neste caso, dará jeito.

Tricolores: terços nas mãos e muita fé! A coisa está pra lá de feia!
Última atualização ( Qua, 08 de Outubro de 2008 )