Cuca e Renato Gaúcho: algo em comum?
Escrito por João Ricardo Cozac   
Ter, 07 de Outubro de 2008
 Os treinadores Renato Gaúcho e Cuca tiveram um 2008 desastroso. Com baixa capacidade técnica e de comando, os técnicos vivem situações delicadas nos últimos dias do ano e, quem sabe, refletirão sobre algumas atitudes infelizes tomadas durante este período.



Renato e o pecado da soberba
Amigos, um treinador que perde de goleada para a própria soberba não pode ir muito longe. Renato, no entanto, disputou a final da Libertadores e, depois de amargar o título da LDU em pleno Maracanã, teve o comando do grupo dissipado na maré de depressão e fragilidade emocional que atingiu o Fluminense.

Não era isso o que previa o livro “Arte da Guerra” que o nobre treinador exibia com orgulho e pompa no avião a caminho da primeira partida da decisão. Renato: é prudente ler novamente com outros olhos, certo?


Renato, muito prazer: Brasileirão (parte 2)
Após menosprezar a importância do campeonato brasileiro às vésperas das finais da Libertadores, Renato Gaúcho, agora, dá a vida pelo torneio.
Tentou, sem sucesso, resgatar o ânimo dos jogadores do Flu e foi demitido.

Agora, agoniza no comando do Vasco da Gama que está prestes a cair para a segundona. Será que nenhuma lição será aprendida em meio a tantas evidências?

Pelo visto, não. Afinal, Renato parece ter um armário particular no vestiário de São Januário e outro nas Laranjeiras. Fica de lá para cá e, título que é bom, só quando atuava dentro das quatro linhas.

Cuca e a fé inabalável
Após pífia passagem pelo comando do Santos, Cuca tentou melhor sorte ocupando o lugar deixado por Renato Gaúcho. Resultado? Rápida demissão.
O técnico demonstra muitas dificuldades ao tentar motivar as equipes que treina e não admite a importância do trabalho psicológico nos clubes.

Para estimular os atletas, o treinador opta pela presença de padres motivadores. Sim, amigos, demorei longos dezesseis anos de pesquisa no futebol para conhecer esta nova modalidade já quase científica de atuação.

Daqui a pouco, teremos uma universidade para a intervenção com aspectos religiosos vinculados ao trabalho mental de atletas neste esporte. Uma lástima!

E agora, Cuca?
A verdade, amigos, é que Cuca não deixou boas lembranças por onde passou neste ano de 2008. Agora deve descansar e esperar por uma nova oportunidade na próxima temporada. Os desastres vividos no Botafogo, Santos e Fluminense são apenas sinalizadores e oportunidades de mudança na conduta e visão do treinador. Só depende dele.

Renovação necessária
Para obter algum tipo de sucesso, o técnico deve rever alguns conceitos sobre a preparação de seus atletas. Lidar com a religião é um assunto muito delicado. Até porque, um padre católico ou um Pai de Santo, nem sempre representa a voz e a fé de seus comandados. No final, marcas de um triste espetáculo vazio em conteúdo e lamentável no seu formato.

Treinadores boleirões
Esta categoria de novos técnicos anda ganhando os campos do país.
Ex-jogadores que parecem não ter aprendido nada com a experiência dentro de campo. Que tipo de exemplos eles tiveram com os respectivos treinadores?

Salvo raras exceções (Vagner Mancini, Adilson Batista, Ney Franco e outros), o futebol caminha dentro de uma mesmice irritante. Falta gente pensante e que possa contribuir mais com a necessária renovação na preparação esportiva dos nossos jogadores.

Ninguém agüenta mais os discursos estereotipados e pouco (ou nada) produtivos daqueles que, um dia, já levaram multidões ao delírio e, hoje, são os protagonistas do desespero de muitas massas de torcedores pelo país.

Última atualização ( Qua, 08 de Outubro de 2008 )