Destaque do mês
- Treinamento Mental - Nataly Exner - Blog MENTE CAMPEÃ
- Revista VEJA - Prof. João Cozac e José Carlos Brunoro falam sobre ética no esporte
- Neymar e Psicologia - Programa Fantástico - Rede Globo - análise do comportamento do atleta santista
- Prof. João Cozac comenta sobre as deficiências na liderança do técnico Felipão
- João Cozac no Programa da Jovem Pan com Wanderley Nogueira
- Phil Jackson: de Psicólogo na Carolina do Norte a treinador unodecacampeão (2010) da NBA
- Revista Isto É - "Futebol no divã" - participação do Prof. João Cozac
- XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte
- Revista Psique - Entrevista na íntegra - Prof. Cozac
- Prof. João Cozac - Terra Esportes - "comportamento de meninos santistas"
| A infeliz declaração de Neto |
| Escrito por João Ricardo Cozac | |||
| Ter, 29 de Julho de 2008 | |||
Aqui, amigos, vale uma reflexão: Neto foi uma referência no Corinthians durante bons anos em que jogou futebol (faz bastante tempo, por sinal). No entanto, seu comportamento nunca foi digno de elogios dentro das quatro linhas. Agora, sentado em uma bancada de jornalistas, depõe abertamente contra as ciências que chegaram para auxiliar a preparação esportiva dos atletas. Psicologia e tecnologia são ferramentas primordiais para o sucesso do treinamento atlético-esportivo em todas as modalidades. Neto não teve a oportunidade de conhecer nem vivenciar os benefícios destas novas áreas de preparação na época em que atuava como jogador de futebol. Ele faz parte de uma geração importante que dava shows e alegrava as torcidas. Estranhei as declarações do jogador na televisão, uma vez que, o próprio Neto disse ser totalmente favorável ao trabalho psicológico nos clubes desde que realizado no início das temporadas. Por qual motivo, então, ele teria mudado sua concepção em tão pouco tempo? Amigos, a situação da preparação psicológica esportiva no Brasil é caótica. Principalmente no nosso combalido futebol. Técnicos preferem curandeiros, padres e mães de santo para procurar uma reação, quase sempre desesperada, de seus atletas. Dirigentes apostam em palestras isoladas de ex-jogadores de outras modalidades que, em suas épocas, não eram, nem de longe, exemplos de controle emocional. Com esta resistência aos avanços científicos e tecnológicos, continuamos com o Dunga na seleção, o Ricardo Teixeira na CBF (este deve ter cadeira cativa eterna por lá), os dirigentes jurássicos ditando as normas de comportamento e repreensão aos atletas, a total ausência de programas de prevenção e promoção da saúde no esporte e tantas outras calamidades que fazem com que briguemos no quadro das medalhas olímpicas contra nações de pequeno porte, mas com um nível de desenvolvimento mental, cultural e empreendimento bem acima da média. Com toda nossa capacidade técnica, é uma pena constatar que uma boa parte da voz formadora de opinião esteja ainda tão atrasada e retrógrada. Depois, só nos resta reclamar e esperar os boleiros do passado resolverem o caos do presente. Enquanto isso, agüentamos suas bobagens. Haja fé! |
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| Última atualização ( Qua, 10 de Setembro de 2008 ) |

