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| Renato Gaúcho, muito prazer: Brasileirão! |
| Escrito por João Ricardo Cozac | |||
| Sex, 01 de Agosto de 2008 | |||
No dicionário, soberba se define da seguinte forma: 1. Altura de coisa que está superior a outra; elevação, estado sobranceiro. 2. Manifestação ridícula e arrogante de um orgulho às vezes ilegítimo. 3. Altivez, arrogância, sobrançaria. 4. Orgulho, presunção. 5. /Um dos sete vícios capitais. O auge da arrogância se deu em dois momentos. O primeiro foi em sua infeliz declaração, ainda no vestiário do Maracanã, após eliminar o Boca Juniors da Argentina. Nossos hermanos comentaram que não conheciam a forma do Fluminense atuar e que o time carioca não costumava aparecer na Libertadores com freqüência. Em vez de ficar quieto e dar a resposta apenas no campo, proferiu o nobre treinador após a brilhante vitória no Maracanã: “Boca Juniors, muito prazer, Fluminense”. Está certo. Provavelmente os equatorianos da LDU constataram o tamanho do ego de Renato e, com a frieza necessária, derrubaram os tricolores na decisão por pênaltis. Até hoje acho que o time carioca se acomodou quando tirou a vantagem do adversário. Penso que se tivessem apertado mais a equipe da LDU, talvez a decisão por penalidades não seria necessária. Mas isso, amigos, são conjecturas e o futebol não vive delas. O segundo pecado (dizem que “o peixe morre pela boca”) de Renato foi ter afirmado que “o Fluminense estava a dez quilômetros de Tókio. Já os demais times brasileiros estavam a dez mil quilômetros de lá”. Renato se enforcou definitivamente quando atestou que 'o Brasileirão seria apenas um treinamento para o Fluminense durante o ano de 2008 visando a conquista do Mundial no Japão'. E agora, Renato? O que dizer? O que fazer? Como contornar tudo isso? Amigos, quando termina uma relação afetiva, o melhor a fazer é não cultivar os momentos tristes vividos pelo casal. É tratar de jogar as coisas fora, limpar a gaveta e tudo o que lembrar os momentos ruins e partir para outra, da estaca zero. Sinceramente, não vejo outra saída para a equipe carioca que não seja uma limpeza radical no elenco, a começar pelo treinador. Aliás, mesmo tomando uma cacetada atrás da outra, Renato continua com seu discurso arrogante e presunçoso. Enquanto a humildade (acho que não é necessária a definição do dicionário para esta palavra) não encontrar o mínimo de espaço no ego do comandante, a vida continuará lhe oferecendo as oportunidades (nem sempre doces) de mudar a postura e o discurso que depõem apenas contra ele próprio. Só posso pensar que este comportamento é uma autodefesa diante de seus medos e inseguranças (inerente a todos os seres humanos – ou aos que se enxergam humanos). Se ele concordaria com o colunista? Claro que não. Afinal, na visão de Renato, o Fluminense caminha para conquistar uma vaga na Libertadores. Confesso que não consigo, ainda, visualizar esta projeção (quase profética) do ex-jogador. Vejo uma equipe combalida, em frangalhos e que deverá lutar com todas as suas forças para que algo semelhante ao ocorrido no ano de 2000 não volte a assombrar os belos ares das Laranjeiras. Para os tricolores que ainda sofrem (com razão e direito) pela perda da Libertadores, é rezar com toda fé para que Renato Gaúcho não seja, tardiamente, apresentado ao Brasileirão (da série B). |
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| Última atualização ( Qua, 10 de Setembro de 2008 ) |

