Destaque do mês
- Treinamento Mental - Nataly Exner - Blog MENTE CAMPEÃ
- Revista VEJA - Prof. João Cozac e José Carlos Brunoro falam sobre ética no esporte
- Neymar e Psicologia - Programa Fantástico - Rede Globo - análise do comportamento do atleta santista
- Prof. João Cozac comenta sobre as deficiências na liderança do técnico Felipão
- João Cozac no Programa da Jovem Pan com Wanderley Nogueira
- Phil Jackson: de Psicólogo na Carolina do Norte a treinador unodecacampeão (2010) da NBA
- Revista Isto É - "Futebol no divã" - participação do Prof. João Cozac
- XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte
- Revista Psique - Entrevista na íntegra - Prof. Cozac
- Prof. João Cozac - Terra Esportes - "comportamento de meninos santistas"
| Dunga e COB: medalha de latão! |
| Escrito por João Ricardo Cozac | |||
| Ter, 19 de Agosto de 2008 | |||
São Paulo (SP) - Parabéns, hermanos! - Levamos um verdadeiro baile da Argentina. Por mais que busquemos desculpas, os adversários, com todos os méritos, disputarão a medalha de ouro contra a Nigéria. Messi e Riquelme deram um show à parte e merecem conquistar o ouro. Hoje, sem dúvida, nossos hermanos têm o melhor e mais organizado futebol do planeta (ao menos dentro de campo). Podemos reclamar à vontade. Esta constatação é dura? E como! Se o jogo tivesse ocorrido no Mineirão, certamente os torcedores brasileiros teriam, com toda razão, aplaudido de pé os argentinos para o desespero dos nossos mimadinhos meninos europeus. Ao final, nosso samba e ginga cederam lugar ao tango envolvente de nossos vizinhos. Adeus, Dunga! - Amigos, eu já havia desistido de acompanhar a Seleção. Há algum tempo, cheguei à conclusão de que qualquer outra atividade (inclusive e, especialmente, dormir) é mais produtiva do que ver este bando de jogadores pessimamente comandados pelo (esperamos, rezamos, torcemos) ex-treinador da equipe canarinho. A paciência, hoje, definitivamente acabou. Ex-treinador? - À frente do comando, Dunga tem batido todos os recordes negativos que um treinador poderia temer. O que está faltando agora? Perder para a temível Bolívia no Engenhão e, quem sabe, ficar fora, de forma inédita, de um Mundial? Lamentável. Pior é que Ricardo Teixeira deve, com toda sua sapiência administrativa e futebolística, manter o nunca antes técnico nem mesmo de pelada entre casados e solteiros à frente do comando de nossa equipe. Imaginar que ele quebraria o tabu e traria o único título que faltava ao nosso futebol é uma ingenuidade que passa de todos os limites. Sem cabeça nem responsabilidade - Lucas e Thiago Neves perderam a cabeça e foram expulsos. Como não conseguiram chutar a bola, resolveram partir para a ignorância. Medalha de latão para eles também que se esqueceram que existe uma tal de 'medalha de bronze' a ser disputada. Afinal, será que alguém que consegue explicar a estes garotos o real significado de 'espírito olímpico?' Além do mais, vale ressaltar o excelente comportamento dos argentinos nas últimas derrotas para o time brasileiro. A pancadaria destes moleques foi deplorável. Sem espírito olímpico nem identidade - O resultado do desempenho dos jogadores brasileiros-europeus não foi nenhuma surpresa. O que esperar de meninos de 17, 18, 19 anos que, hoje, são mais europeus do que brasileiros? O que eles entendem por espírito olímpico ou defesa das cores de uma nação? Afinal, a tão sonhada independência financeira é sempre soberana. Ronaldinho Gaúcho: mais perdido que cego em tiroteio - O semblante do apagado, passivo e ausente ex-astro de nossa Seleção ao ser abraçado pelos companheiros argentinos após a derrota na semi-final denunciou seus sentimentos. Ronaldinho, agora, deve estar se perguntando 'onde foram parar seu futebol e motivação para resgatar o talento e habilidade que o fizeram conquistar o título de melhor do mundo'. Haja reflexão! C.O.B e a crescente decadência do desporto nacional - Amigos, com exceção do brilhante nadador Cielo, que fez sua preparação nos Estados Unidos e ganhou a medalha de ouro na prova mais rápida da modalidade; do futebol feminino e voleibol de praia e quadra, nosso esporte naufraga nos mares do descaso, falta de patrocínio, condições favoráveis de treinamento, infra-estrutura, profissionais bem preparados cientificamente e investimento nos atletas e equipes de diversas modalidades. A cada quatro anos é sempre o mesmo pesadelo e vergonha: o Brasil terminando os jogos atrás de 'potências olímpicas' como Bielo-Rússia, Etiópia, Quênia, Cazaquistão e Azerbaijão. A saída para aqueles que desejam o sucesso no mundo esportivo é buscar alternativas de treinamento em países mais desenvolvidos e modernizados neste setor. As delegações dos Estados Unidos e China, por exemplo, trabalham com mais de 40 psicólogos do esporte, dezenas de nutricionistas, cientistas da biomecânica e demais áreas do estudo do movimento, além de médicos ultra especializados nas modalidades de cada atleta e equipe. Por fim, oferecem os melhores e mais modernos centros e aparelhagens de treinamento. O resultado? Basta ver o quadro de medalhas. A dinastia do bum-bum Por aqui, amigos, como me escreveu o leitor Cláudio Menezes: ' Ainda vivemos na dinastia da mulher melancia, melão, abacate e abóbora'. O salário da Jade Barbosa, por exemplo, deve chegar a uma ínfima fração das admiráveis senhoras do rebolado. O tombo do Diego Hypólito na final do solo (sem explicação aparente) foi, sem dúvida, o quadro emblemático de um país que conta com uma excelente condição climática, talentos maravilhosos e um dos maiores e mais belos territórios nacionais do mundo. Em contrapartida, é uma das nações mais desestruturadas política, cultural, mental, emocional, comportamental, social e economicamente. Um exemplo? O antigo centro de treinamento utilizado pelos ginastas brasileiros em Curitiba é o melhor do país e um dos piores do mundo. Precisa dizer mais alguma coisa? O pior de tudo é agüentar os narradores ufanistas da televisão brigando pela audiência e tentando, a qualquer preço, convencer o povo brasileiro com frases de efeito como 'a vida continua', 'o voleibol vem aí', 'no esporte, um dia se perde, no outro se ganha' e tantas outras pérolas vazias que subestimam o discernimento e a emoção do telespectador. A verdade, amigos, é que ainda precisamos aprender a vencer. E isso, pelo visto, deve demorar! *Mais sobre Psicologia do Esporte: Acesse www.ceppe.com.br |
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| Última atualização ( Qua, 10 de Setembro de 2008 ) |

