Destaque do mês
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- Revista VEJA - Prof. João Cozac e José Carlos Brunoro falam sobre ética no esporte
- Neymar e Psicologia - Programa Fantástico - Rede Globo - análise do comportamento do atleta santista
- Prof. João Cozac comenta sobre as deficiências na liderança do técnico Felipão
- João Cozac no Programa da Jovem Pan com Wanderley Nogueira
- Phil Jackson: de Psicólogo na Carolina do Norte a treinador unodecacampeão (2010) da NBA
- Revista Isto É - "Futebol no divã" - participação do Prof. João Cozac
- XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte
- Revista Psique - Entrevista na íntegra - Prof. Cozac
- Prof. João Cozac - Terra Esportes - "comportamento de meninos santistas"
| Constatações e contradições olímpicas |
| Escrito por João Ricardo Cozac | |||
| Seg, 25 de Agosto de 2008 | |||
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São Paulo (SP) - Ao término de mais uma edição dos jogos olímpicos, é preciso fazer uma reflexão sobre alguns temas importantes. China sem maquiagem
Duas senhoras foram presas porque solicitaram um espaço na cidade para realizar uma reivindicação. Pior: os políticos chineses pedem para o mundo lembrar apenas dos lindos momentos do evento. Esqueçamos todos o problema do Tibet. O que vale, mesmo, são os fogos artificiais que ofuscam nossas visões. A Olimpíada da Psicologia (ou da falta dela) Não vou citar os intermináveis casos de atletas e equipes brasileiras que perderam as medalhas por conta do despreparo psicológico e emocional. Até porque, necessitaria de três colunas em vez de uma. No entanto, Nuznam afirmou que trabalhará com uma equipe de psicólogos para o próximo ciclo. Será discurso eleitoreiro? Confesso que eu só acredito, vendo. A cada final de jogos olímpicos é sempre a mesma ladainha: perdemos para a emoção; perdemos para nós mesmos; faltou estrutura emocional e tantas outras constatações óbvias. Só o Dunga não quer! Nosso digníssimo treinador afirmou que não acredita em trabalhos psicológicos no esporte. Talvez ele não deva acreditar em humildade, educação e modernidade também. Tem gente que prefere morrer abraçado à própria miséria em vez de dividir os louros da vitória. Cada um, cada um, certo? O preço que este tipo de gente costuma pagar não é nada barato. Futebol feminino por um triz novamente Faltou um pouco mais de calma e equilíbrio para matar as adversárias. Uma pena. O futebol (esporte das contradições) é implacável. Marta e meninas: levantem a cabeça que a nossa hora vai chegar. Vocês foram sensacionais e deram uma lição de dedicação e superação aos nossos marmanjos que foram fazer compras em Pequim! Parabéns, colega Sâmia! Profissional dedicada e extremamente capacitada. Além de saber muito sobre Psicologia do Esporte, Sâmia conhece o vôlei e sabe trabalhar como ninguém os meandros da alma e das emoções de nossas atletas. Ela teve participação mais do que ativa na conquista do ouro olímpico. Parabéns, colega! Valeu pela luta e dedicação! Tomara que as demais modalidades sigam o seu exemplo. Ouro do Brasil? Não. As medalhas de ouro pertencem aos heróis e heroínas que as conquistaram. O Brasil apenas bate palma e lamenta, mais uma vez, a falta de condições de trabalho, patrocínio, treinamento, dignidade e respeito a seus atletas. Parabéns a todos que nasceram no país e venceram todas os adversários dentro e fora de nossos limites geográficos. Eles e elas, sim, merecem reverência e admiração. Sentimentalismo x Patriotismo (luta da mídia) Para disfarçar o clima de tristeza após a derrota do nosso vôlei masculino na final para os Estados Unidos (mais que merecida, por sinal), a Rede Globo, em vez de oferecer alternativas para o futuro de nosso esporte, abordar a vitória dos americanos e o nítido declínio do time brasileiro nos últimos meses, optou em inserir as imagens do ouro feminino conquistado na manhã do mesmo dia em Pequim. A quem eles pretendem enganar? Vale tudo para o pobre do telespectador não desligar o aparelho televisor. É prudente não confundir sentimentalismo com patriotismo. Um momento revoltante, sem dúvida! Fidel manda rever o esporte no país Fidel Castro não gostou nada do rendimento do país nas Olimpíadas. Até porque, o esporte, em Cuba, é concebido e trabalhado como uma espécie de bandeira que representa o avanço e desenvolvimento da ilha. Cá entre nós, amigos, a decadência econômica, política e social de Cuba esteve estampada no rendimento de seus atletas. Potencial x rendimento Um país com nossas dimensões, clima, atletas e talento não poderia conquistar apenas três medalhas de ouro. Esta, talvez, seja a mais cruel e triste contradição de todas as demais. Como pode um país, com tanto potencial, deixar de investir no esporte como um meio de facilitação social, cultural e educacional? A criançada, por aqui, continua fumando crack e matando. As quadras (poliesportivas e do tempo do onça) quebradas e vazias. Estamos muito atrasados, amigos. Muito mesmo! Mais sobre psicologia no esporte: http://www.ceppe.com.br/ |
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| Última atualização ( Qua, 10 de Setembro de 2008 ) |

