Destaque do mês
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- Neymar e Psicologia - Programa Fantástico - Rede Globo - análise do comportamento do atleta santista
- Prof. João Cozac comenta sobre as deficiências na liderança do técnico Felipão
- João Cozac no Programa da Jovem Pan com Wanderley Nogueira
- Phil Jackson: de Psicólogo na Carolina do Norte a treinador unodecacampeão (2010) da NBA
- Revista Isto É - "Futebol no divã" - participação do Prof. João Cozac
- XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte
- Revista Psique - Entrevista na íntegra - Prof. Cozac
- Prof. João Cozac - Terra Esportes - "comportamento de meninos santistas"
| Prof. Cozac - Revista Veja: "O sucesso do MMA no Brasil" |
| Escrito por João Ricardo Cozac | ||
| Dom, 08 de Janeiro de 2012 | ||
O UFC foi catapultado ao sucesso quase tão rápido quanto um foguete lançado numa missão espacial atinge a estratosfera. No início de 2011, soaria a piada dizer que pouco mais de seis meses depois uma noite de UFC levaria uma multidão ao Rio de Janeiro para ver a mais nova atração dos octógonos, o brasileiro Anderson Silva, que de quase desconhecido passou a celebridade na mesma rapidez em que o torneio de artes marciais mistas (MMA) virou sucesso no Brasil. E, ao que parece, esse interesse pelo UFC e seus lutadores nada tem de efêmero. Administrado com mão de ferro pelo americano Dana White, o torneio só cresce, entra rapidamente em países com as mais diversas culturas e tem sonhos que beiram a megalomania, como uma noite de lutas no estádio do Morumbi com mais de 70.000 pessoas nas arquibancadas. Não é fácil determinar o motivo do sucesso das lutas em que além de socos, pontapés, cotoveladas e estrangulamentos também é comum ver hematomas, edemas e sangue manchando o tatame. João Ricardo Cozac, presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte, atribui o boom dos torneios de MMA a uma relação de mito entre o lutador e o torcedor. “Existe esta relação do mito do herói do imaginário das pessoas, uma projeção. O brasileiro gosta muito desses exemplos de força e imagens heroicas. Somos doutrinados desde criança a conviver com os heróis, seja no cinema ou nas histórias em quadrinhos. O MMA representa um símbolo que reforça a necessidade que todo ser humano tem de encontrar ídolos ligados ao mito do herói.” O psicólogo atenta ainda para o delicado limite que separa a prática de lutas com regras do estímulo à violência fora das arenas. “É uma questão delicada, mas acredito que não haja relação. O MMA é a junção de várias artes marciais, cada uma com sua filosofia, em linha geral, de respeito e preocupação com o próximo. Toda filosofia bem trabalhada tende a não levar ao desrespeito ou à violência. Mas depende muito de como isso será passado pelo mestre.” Ele diz ainda que há muito o que tirar da prática das artes marciais. “A doutrina pode ser aplicada no dia a dia, pois o reflexo psicológico da pessoa que luta tem uma questão muito ligada às bases de superação, autoestima e enfrentamento de desafios e dificuldades no cotidiano. O reflexo emocional e mental do praticante desse esporte é direto no sentido de apoio às questões ligadas ao cotidiano. Muitos que acompanham as competições estão ali para enxergar a superação, projetam a agressividade que sentem dentro de si. Eles se projetam na pele do lutador, pensam como executariam um golpe, canalizam toda a raiva.” Para José Carlos Brunoro, diretor de futebol do Grupo Pão de Açúcar e especialista em marketing esportivo, um dos motivos para o sucesso do MMA é justamente a associação de modalidades. “Nem o boxe, que já teve tradição no país, tinha tanto apelo. Talvez porque exista uma grande quantidade de formas de lutas na competição, que aglutinou torcedores e praticantes de várias lutas. E também a forma de competição, de o limite ser o adversário no chão. Não sei onde vai parar isso, e se vai parar.” Brunoro diz também que antigamente era bem difícil trabalhar o marketing em esportes de contato. “Parece que o conceito de esporte violento foi por água abaixo. Até porque a figura do Anderson Silva é de uma pessoa muito dócil. Ele não parece lutador de MMA, isso ajuda. Ele é uma figura ‘normal’ fora das lutas, não é violento, mostra um lado humano dos atletas e da competição. E havia carência de um ídolo. O Anderson é campeão em um esporte muito difícil, e humanizou um pouco a relação com a modalidade. Ele se junta ao Neymar como ídolo atualmente.” Revista Veja: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/o-segredo-do-sucesso-do-mma
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| Última atualização ( Dom, 08 de Janeiro de 2012 ) |

