Destaque do mês
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- João Cozac no Programa da Jovem Pan com Wanderley Nogueira
- Phil Jackson: de Psicólogo na Carolina do Norte a treinador unodecacampeão (2010) da NBA
- Revista Isto É - "Futebol no divã" - participação do Prof. João Cozac
- XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte
- Revista Psique - Entrevista na íntegra - Prof. Cozac
- Prof. João Cozac - Terra Esportes - "comportamento de meninos santistas"
| JEC x Operário: eu fui! |
| Escrito por João Ricardo Cozac | ||
| Ter, 24 de Agosto de 2010 | ||
Amigos, estou em Joinville me preparando para o Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte que será realizado na cidade de Curitiba, a 100 quilômetros desta divina cidade catarinense. Aproveitei o final de semana para acompanhar o jogo do querido JEC (Joinville Esporte Clube) contra o Operário (de saudosas lembranças nos anos 80) em partida disputada pela Série D aqui mesmo na Arena local que, aliás, é um estádio lindo e muito bem administrado. A caminho do estádio, encontrei duas torcidas organizadas do Joinville que seguiam rumo ao jogo. Festa, alegria e nada de violência. Apenas fogos de artifício, brincadeiras e hinos de apoio ao clube. Apesar da faixa exposta ao contrário na arquibancada (sinal de protesto diante do momento vivido pelo clube), constatei comportamentos totalmente distintos daqueles comumente encontrados nos grandes centros do futebol brasileiro. Dentro de campo, uma equipe com bons valores individuais e uma grande quantidade de jogadores que são pratas da casa. No entanto, quem se destacou foi o meia-armador Paulinho Dias que abriu o marcador aos 5 minutos de jogo após o rebote do goleiro adversário. A partida seguiu morna até o intervalo. Na etapa final, o sol já havia descido e o JEC começou a pressionar o Operário. Marcelinho, típico camisa 10, fez um golaço daqueles de arrancar os melhores elogios dos presentes. Driblou três zagueiros e, de quebra, deixou o goleiro no chão. Teve apenas o trabalho de complementar para o fundo das redes adversárias. Fatura liquidada: JEC 2 x 0 Operário Após a partida conversei com o superintendente de futebol, Fontan, que me contou um pouco mais sobre a administração do clube e o investimento nos atletas da base. O clube tem uma mentalidade empreendedora e moderna. No entanto, o caminho para os acessos à elite do futebol brasileiro apresenta atalhos sinuosos e complicados. Alguns pontos são inquestionáveis: o JEC tem uma torcida maravilhosa, jogadores esforçados (alguns com bastante talento) e uma diretoria que pretende ajudar o clube a subir para as divisões principais. Foi uma tarde de domingo muito prazerosa e - como não dizer - bucólica. O sol das montanhas catarinenses iluminou um futebol saudoso - deliciosamente provinciano em que o cheiro do gramado podia ser sentido por todos os presentes. Que o JEC possa resgatar suas tradições e se fazer presente nas divisões de elite do nosso futebol. Acreditem: todos irão ganhar muito com isso! |

