Destaque do mês
- Treinamento Mental - Nataly Exner - Blog MENTE CAMPEÃ
- Revista VEJA - Prof. João Cozac e José Carlos Brunoro falam sobre ética no esporte
- Neymar e Psicologia - Programa Fantástico - Rede Globo - análise do comportamento do atleta santista
- Prof. João Cozac comenta sobre as deficiências na liderança do técnico Felipão
- João Cozac no Programa da Jovem Pan com Wanderley Nogueira
- Phil Jackson: de Psicólogo na Carolina do Norte a treinador unodecacampeão (2010) da NBA
- Revista Isto É - "Futebol no divã" - participação do Prof. João Cozac
- XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte
- Revista Psique - Entrevista na íntegra - Prof. Cozac
- Prof. João Cozac - Terra Esportes - "comportamento de meninos santistas"
| Psicologia do Esporte no futebol: sinal de novos tempos? |
| Escrito por João Ricardo Cozac | ||
| Ter, 06 de Julho de 2010 | ||
Amigos, acompanhei uma entrevista do presidente Ricardo Teixeira garantindo que mudanças profundas ocorrerão em breve na estrutura da Seleção Brasileira. Entre elas, a presença garantida de um profissional na área da Psicologia Esportiva. Após dois fracassos sucessivos, está mais que na hora de nossos dirigentes e treinadores valorizarem esta importante – e quase sempre vital - área do treinamento esportivo.
Vale ressaltar que três, das quatros seleções semifinalistas (Holanda, Espanha e Alemanha), contam com departamentos de Psicologia do Esporte sólidos e atuantes em suas comissões técnicas. Coincidência ou não, psicólogo não ganha jogo – nem Copa. A ausência dele, sim, pode ser danosa e definitiva (como no caso do escrete brasileiro). O Brasil terá grandes desafios pela frente nos próximos seis anos em solo nacional. Sediará uma Copa do Mundo e uma edição dos Jogos Olímpicos. A pressão não será nada pequena. Se nossos atletas sucumbem diante do desequilíbrio psicológico e emocional a milhares de quilômetros de casa – o que dirá atuando dentro dos próprios domínios e com a sede, impaciência, intolerância, cobrança e expectativa de todo um país? O novo treinador que aceitará o desafio de treinar a Seleção deve ser um líder nato – com características positivas comportamentais, que possa liderar através de exemplos saudáveis de conduta, proximidade incondicional dos atletas e que, de preferência, tenha bom trato com a imprensa e não soque o banco de reservas toda vez que se sentir injustiçado durante as partidas. Que saiba encontrar um meio termo nas concentrações. Não é necessária a clausura completa nem a esbórnia aberta e declarada. É preciso respeitar os limites – afetivos, emocionais e motivacionais – dos atletas sem ferir conceitos e necessidades humanas inquestionáveis. Que saiba vibrar com os comandados – da mesma forma que entrará em campo para abraçar um a um após possível fracasso na jornada, sem abandoná-los de forma irresponsável e imatura. O brasileiro quer apenas sorrir, festejar, vibrar, ver o time jogando com alegria e inspiração. A alegria do povo é algo muito mais simples do que se pode supor. Independente da formação, classe social, cultural e econômica, a imaginação coletiva se transporta para o meio dos atletas e busca uma identificação com tudo aquilo que é feito e construído. Para isso, basta bom senso na escolha do novo treinador, modernidade na preparação esportiva – incluindo, claro, a Psicologia como aliada dos atletas e da comissão técnica e uma boa pitada de molecagem (responsável) para colorir ainda mais a esperança de reencontrarmos a beleza de nossa mais bela arte cultural que se joga com os pés, mas que, ultimamente, tem perdido (com) a cabeça. |
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| Última atualização ( Ter, 06 de Julho de 2010 ) |

