Destaque do mês
- Treinamento Mental - Nataly Exner - Blog MENTE CAMPEÃ
- Revista VEJA - Prof. João Cozac e José Carlos Brunoro falam sobre ética no esporte
- Neymar e Psicologia - Programa Fantástico - Rede Globo - análise do comportamento do atleta santista
- Prof. João Cozac comenta sobre as deficiências na liderança do técnico Felipão
- João Cozac no Programa da Jovem Pan com Wanderley Nogueira
- Phil Jackson: de Psicólogo na Carolina do Norte a treinador unodecacampeão (2010) da NBA
- Revista Isto É - "Futebol no divã" - participação do Prof. João Cozac
- XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte
- Revista Psique - Entrevista na íntegra - Prof. Cozac
- Prof. João Cozac - Terra Esportes - "comportamento de meninos santistas"
| Dunga, muito prazer: Psicologia do Esporte! |
| Escrito por João Ricardo Cozac | ||
| Sex, 02 de Julho de 2010 | ||
Há dez anos que escrevo para este jornal alertando sobre a importância do treinamento psicológico no futebol e em todas as demais modalidades esportivas. Há quase vinte, pesquiso e atuo dentro desta nobre ciência.
Na última década, foram várias as catástrofes que poderiam ter sido evitadas se os dirigentes e treinadores deste país considerassem o lado emocional como um fundamental divisor de águas entre uma performance de sucesso e um desempenho pífio. Fomos eliminados da Copa do Mundo por conta de vários erros – quase sempre ligados aos fatores comportamentais, motivacionais, emocionais e psicológicos. Nosso treinador cometeu alguns erros capitais e, certamente, sua conduta merece críticas – mesmo que elas incomodem um pedaço deste país. Badalação e clausura : compensação equivocada Na Copa da Alemanha (e antes dela), as festas na concentração brasileira eram constantes. Por conta disso, Ricardo Teixeira contratou um disciplinador para colocar ordem na casa. O técnico comprou a idéia do chefe e exagerou na dose. Prendeu os atletas dentro do hotel, não deu folga e elevou ainda mais a tensão psicofísica dos jogadores. O problema, amigos, é tentar corrigir os erros anteriores utilizando posições absolutas e diametralmente opostas às condutas passadas. Desta forma, jamais conseguiremos criar um sistema de convivência e dinâmica de grupo de acordo com o perfil de nossos atletas - atendendo, assim, as demandas coletivas de uma forma equilibrada. Felipe Mello: crônica de um desequilíbrio anunciado O Brasil inteiro temia pela falta de equilíbrio psicológico e emocional do Felipe Mello (jogador que ganhou o troféu de pior atleta estrangeiro na Itália no ano passado – e, na Copa, o homem de confiança de Dunga). Não precisa ser psicólogo esportivo, nem guru, para prever este fato lamentável. Quando mais precisamos de equilíbrio e sobriedade, Felipe Mello cravou as travas de sua ignorância e falta de equilíbrio nas coxas do holandês e se mandou para o vestiário (e para bem longe da nossa Seleção). Psicologia do Esporte no futebol é tabu no Brasil Seleções muito menos renomadas levaram departamentos de Psicologia Esportiva ao Mundial – trabalhos estes que foram iniciados dois anos antes do torneio. O que dizer da raça dos Estados Unidos – lutando contra resultados adversos, arbitragens polêmicas e sempre, com força e tranqüilidade, mantendo o padrão técnico e buscando os resultados? No Brasil, a Psicologia Esportiva no futebol ainda é sinônimo de loucura – isso quando não se ouve por aí que “é coisa para gente frouxa” (!?). As provas do delito da ignorância, falta de cultura, truculência e desequilíbrio finalizaram a Era Dunga mais uma vez! Espero que tenha sido a última! Dunga e seu último Ato (dito, ditado e ditatorial) O treinador convocou os atletas pensando que disputaria a Copa América. Muita convicção e coerência gera cegueira técnica e falta de senso de realidade. O que teriam feito nesta Copa o Ganso, Ronaldinho Gaúcho, Neymar, André Santos e tantos outros atletas que o treinador fez vista grossa? Por fim, o fim com a cara do treinador Praticamente todos os treinadores – com exceção do técnico da França e Itália, ficaram no campo ao lado de seus atletas para dar um apoio e demonstrar força e companheirismo. O que fez o Dunga? Correu pro vestiário e deixou o abalado Julio César dar uma entrevista visivelmente emocionado e triste (aliás, este é um sujeito de fibra e não merecia ter esta experiência sinistra). Os jogadores de Dunga ficaram deitados no gramado enquanto o sujeito se mandou – quase que sorrateiramente - para o túnel de acesso aos vestiários. Isso é prova de que, na base da força, falta de sensibilidade, coerência (técnica, humana, emocional e situacional) – ninguém pode ser campeão do mundo. O Dunga – em tempo algum – soube ou deu provas de saber – que a Seleção Brasileira é muito maior que seu orgulho, presença, vaidade e comportamento autoritário (como se fosse o dono do pedaço). Afinal, insegurança e fragilidade emocional tem limite! Mais uma lição (até quando?) Que fique mais esta lição para os dirigentes do futebol brasileiros. Treinadores locais, cartolas e todos aqueles que insistem em não reconhecer o valor de um trabalho psicológico sério, preventivo e competente. Chega de levar oportunistas para dar palestras antes das partidas. O povo brasileiro merece respeito e nosso futebol, aos poucos, entra numa fase de desmoralização perigosa no cenário internacional. Minhas condolências aos desequilibrados (e alguns, esforçados) meninos da Seleção. Quanto ao Dunga – o adeus final com as cumprimentos de uma ciência que ele desconhece e, assim, sumariamente ignora. |
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| Última atualização ( Sex, 02 de Julho de 2010 ) |
