Destaque do mês
- Treinamento Mental - Nataly Exner - Blog MENTE CAMPEÃ
- Revista VEJA - Prof. João Cozac e José Carlos Brunoro falam sobre ética no esporte
- Neymar e Psicologia - Programa Fantástico - Rede Globo - análise do comportamento do atleta santista
- Prof. João Cozac comenta sobre as deficiências na liderança do técnico Felipão
- João Cozac no Programa da Jovem Pan com Wanderley Nogueira
- Phil Jackson: de Psicólogo na Carolina do Norte a treinador unodecacampeão (2010) da NBA
- Revista Isto É - "Futebol no divã" - participação do Prof. João Cozac
- XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte
- Revista Psique - Entrevista na íntegra - Prof. Cozac
- Prof. João Cozac - Terra Esportes - "comportamento de meninos santistas"
| Dinheiro não é problema |
| Escrito por João Ricardo Cozac | ||
| Ter, 25 de Maio de 2010 | ||
Amigos, em uma sociedade cercada por preconceitos, desinformações e contradições culturais, a questão financeira no futebol me parece contraditória. Afinal, como mensurar o valor do dinheiro na escala motivacional de um jogador de futebol? Vamos a alguns exemplos para ilustrar esta idéia.
Felipão: você aceita 600 mil reais para treinar o Palmeiras? O treinador, atualmente no Uzbequistão (não me perguntem onde fica isso) está pensando se aceita receber mais de meio milhão de reais por mês para treinar o time de Palestra Itália. Alguém acha que mudaria a opinião do treinador se a oferta fosse 500 ou 700 mil por mês? Neto fala de Washington O comentarista da Band, outro dia, comentou que Washington não tem o direito de se sentir desmotivado recebendo 200 mil reais por mês do São Paulo. O ex-jogador do Corinthians afirmou que o avante tricolor deveria aceitar a suplência sem reclamar e, assim, agradecer o clube por pagar seu salário em dia. Meninos de Dunga já receberam a oferta pelo título mundial Sim, amigos, hoje saiu o agraciamento da CBF em caso de conquista do hexa: 350 mil reais para cada jogador como prêmio pela devoção, entrega e esforço pelo título maior do futebol. Para atletas que recebem mais que o dobro por mês em seus clubes de origem, este prêmio faz um algum tipo de cócegas no repertório motivacional? Fará alguém ali dar mais o sangue por uma causa nobre? Dinheiro é fator higiênico Na escala motivacional, vale dizer que a questão financeira é descrita como um “fator higiênico”: a presença não necessariamente motiva – mas, a ausência, necessariamente desmotiva. Escala motivacional de valores Será que Washington não está desmotivado por conta da falta de reconhecimento, apoio e valorização de seu futebol no elenco do São Paulo? Afinal, nem só o dinheiro move o comportamento de um ser humano. Algum diretor tricolor pensou nisso? É sempre mais fácil desligar o atleta do elenco e não se fala mais nisso. Boa parte da imprensa se associa à falta de informações no mundo do futebol A mídia e cultura futebolística no Brasil carecem de uma evolução marcante na concepção deste esporte e de todos aqueles que o circundam. Falta planejamento, respeito, ordem, organização, conhecimento, valorização do ser humano e um pouco mais de inteligência nos meios informativos. Ano passado conversei com o presidente do Sport de Recife e ele me relatou que o treinador que recebe uma proposta inferior a 150 mil reais por mês nem retorna a ligação. Há jogadores que foram apelidados pelo valor mensal que recebiam nos clubes: “ lá vem o trezentinho”, “ o quatrocentinho falou que é melhor começarmos a correr”. Afinal, tenho aquilo que sou ou sou aquilo que tenho? Treinar por 600 mil, ganhar uma Copa por 350 mil, receber 200 mil reais para ficar no banco de reservas. Não importa o valor da cifra – o que vale é o reconhecimento que, cada vez mais, o dinheiro passa a ser um mero coadjuvante em meio a tanta desinformação, intolerância e massificação do produto humano. |
||
| Última atualização ( Ter, 25 de Maio de 2010 ) |

