Destaque do mês
- Treinamento Mental - Nataly Exner - Blog MENTE CAMPEÃ
- Revista VEJA - Prof. João Cozac e José Carlos Brunoro falam sobre ética no esporte
- Neymar e Psicologia - Programa Fantástico - Rede Globo - análise do comportamento do atleta santista
- Prof. João Cozac comenta sobre as deficiências na liderança do técnico Felipão
- João Cozac no Programa da Jovem Pan com Wanderley Nogueira
- Phil Jackson: de Psicólogo na Carolina do Norte a treinador unodecacampeão (2010) da NBA
- Revista Isto É - "Futebol no divã" - participação do Prof. João Cozac
- XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Esporte
- Revista Psique - Entrevista na íntegra - Prof. Cozac
- Prof. João Cozac - Terra Esportes - "comportamento de meninos santistas"
| Corinthians e a eliminação anunciada |
| Escrito por João Ricardo Cozac | ||
| Qui, 06 de Maio de 2010 | ||
Em 17 de setembro de 2009, este colunista publicou um texto intitulado “atenção corintianos: alerta psicológico e emocional para a Libertadores”. Naquela ocasião, comentei sobre a necessidade de se realizar um trabalho psicológico a médio prazo para a casa não cair neste que era o grande sonho de consumo da torcida no ano do centenário do Corinthians. A da direção do clube, mais uma vez, não priorizou este treinamento e a equipe naufragou na falta de energia e equilíbrio para manter o bom rendimento ao longo dos 90 minutos diante do turbulento e tumultuado Flamengo que, no segundo tempo, simplesmente parou a equipe paulista. Amigos, desejo, motivação, obsessão e todo acúmulo de energia interna, se não trabalhados adequadamente, certamente deixarão seqüelas físicas e psicológicas no time. Alguém, por acaso, viu o Danilo ter câimbra durante o Paulistão aos 20 minutos do segundo tempo? A ansiedade (grande vilã nas últimas eliminações do clube neste torneio) tem feito várias vítimas no plantel nos últimos anos. Ela afeta os reflexos, pensamentos, habilidades motoras e, de quebra, gera a temida fadiga muscular antes, bem antes do previsto. Infelizmente a cultura do futebol brasileiro ainda não é capaz de reconhecer e valorizar o trabalho sério e científico de psicólogos do esporte. O que constatamos comumente é a presença de netas e familiares de presidentes de clubes dando palestras motivacionais sem nexo nem conexão com as necessidades dos grupos de jogadores. É aquela coisa vazia da auto-ajuda que mais "auto-atrapalha". Contratam-se engenheiros, administradores, economistas, oceanógrafos e tantos outros profissionais que lidam com a motivação de forma banal e pouco eficaz. Com raríssimas exceções neste país, a psicologia do esporte é um tabu para treinadores e dirigentes. Quem paga a conta? A torcida e os atletas, reféns da curta visão de ser humano e da preparação atlético-desportiva dos jogadores de futebol. O Corinthians pagou, novamente, pelo descaso na preparação psicológica. O bom aluno é aquele que aprende com as lições. Do contrário, será aquele repetente que não tem mais coragem de levar o boletim em casa para os pais assinarem. Enquanto a equipe de Parque São Jorge não se der conta que sem preparação emocional e psicológica, de nada adiantará contratar jogadores de peso (literalmente), a torcida corintiana amargará noites de tristeza e agonia no Pacaembu. Será que é tão difícil assim de perceber? |
