O boxeador Belluzzo e as pérolas do final de semana
Escrito por João Ricardo Cozac   
Ter, 10 de Novembro de 2009

  

 
Amigos, é incrível como alguns personagens deste universo esportivo são capazes de nos surpreender a todo instante. Abaixo, algumas declarações dignas de nota.

Flamengo cala Mineirão e Ricardinho defende o Galo
Após a surra levada pelo time mineiro em pleno Mineirão, o armador atleticano saiu-se com uma explicação que merece destaque: “eles acharam os gols”. Pois é, Ricardinho. Tem gente que não precisa procurar muito para encontrar, certo?

Roth comanda a pérola do clássico
O treinador Celso Roth, por sua vez, parece ter encontrado a resposta definitiva para a derrota de seu time: “O gol olímpico foi o culpado pela nossa derrota”. Realmente, pessoal, quanto mais eu vivo, menos entendo esta gente. Se o gol olímpico no início do jogo acabou com o time do Atlético, onde está o preparo emocional do grupo? Pensando desta forma, Roth achou o que, talvez, esteja impedindo o Galo de assumir a ponta da tabela: as teias psicológicas e emocionais que, mais uma vez, são sumariamente ignoradas.

Daiane e a síndrome de Lula
Daiane dos Santos foi pega no exame antidoping. Após alguns dias de silêncio, ela veio a público dar a sua versão para o fato: “Eu não sabia que ingerir aquele medicamento era proibido”. Eu também não sabia, Daiane (agora já sei).

A economia abre espaço para a ignorância
Amigos, Simon errou. Isto é fato. As imagens estão aí. O gol anotado por Obina e pessimamente anulado pelo árbitro pode, inclusive, mudar o nome do campeão brasileiro em 2009. Não há como negar que Simon anda mal das pernas e dos olhos. Talvez seja a proximidade do Mundial na África ou por qualquer outro motivo que a nação palmeirense não tem culpa.
O fato é que o presidente Belluzzo não precisava apelar para a ignorância afirmando que se encontrasse o árbitro na rua partiria para vias de fato. Ora, presidente,  o senhor é um homem polido, diferenciado, economista, intelectual e uma luz para todos os seres humanos com neurônios vivos e esperançosos no mundo da bola. Vamos com calma, certo?
Uma coisa é vir a público fazer uma representação, repudiando os erros de um árbitro com tantos anos de experiência no futebol. A outra é cair na mesmice da violência e ameaças vis que nada contribuem para o desfecho do caso. É compreensível que o senhor esteja sentindo raiva – assim como qualquer outro palmeirense que acompanha futebol. No entanto, este tipo de declaração não resolverá a questão. O senhor, melhor que ninguém, sabe bem disso!

Última atualização ( Ter, 10 de Novembro de 2009 )