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| O soco de Borges na confiança de Ricardo Gomes |
| Escrito por João Ricardo Cozac | ||
| Qui, 05 de Novembro de 2009 | ||
Amigos, o atacante Borges, do São Paulo, praticamente selou sua despedida da equipe tricolor ao socar o rosto do jogador Túlio, do Grêmio, e receber o cartão vermelho em partida realizada no estádio Olímpico. Sem assinar o pré-contrato, Borges dá claras dicas que deverá mesmo ir para o Santos ou Corinthians em 2010.
O atleta pode receber um gancho considerável e, com quatro rodadas restantes para o time do São Paulo, creio que seu ciclo terminou nos ares do Morumbi. Recebi emails de amigos leitores comentando sobre a atitude irracional do avante tricolor naquele lance aparentemente sem importância no meio campo. O que teria feito Borges agredir o adversário de forma tão covarde e inexplicável? O atleta argumentou que “revidou as provocações de Túlio”. Ora, amigos, não precisa ser boleiro nem psicólogo para entender que Borges não está mais com a menor motivação de defender as cores do clube. Até porque, provocação por provocação, qualquer jogador de futebol, desde as categorias menores, conhece direitinho e sabe como se defender. A verdade é que, há tempos, Borges melindrou na disputa de posição com Washington. Jamais confirmou este fato em público, mas suas atitudes revelam um jogador que não está feliz no local de trabalho. Pior: aquele que deveria ser o primeiro a perceber os humores e a falta de motivação do atleta depositou o resto de sua confiança e entrou pelo cano. O treinador Ricardo Gomes seguramente aprendeu a lição: não irá mais confiar na capacidade de doação de Borges até o final do campeonato ou enquanto estiver à frente do elenco. Dagoberto – que já gosta de uma encrenca e uma entrada violenta – tomou as dores do amigo e cometeu uma falta bastante violenta no mesmo jogador. Foi para o chuveiro e deixou o time com apenas nove atletas no jogo. Jean, por sua vez, não tinha escolha: pendurado em campo com um cartão amarelo, parou Souza no ataque do Grêmio, aos 47 minutos da etapa final e foi expulso. Jean é o único que, a meu ver, não deveria ser punido pela direção do clube. No caso do Dagoberto e Borges, a conversa é outra, mas os diretores tricolores não querem causar polêmica nesta fase derradeira do torneio e vão deixar barato (aquele barato que poderá custar bem caro no futuro). Afinal, quem cala, consente. A falta de malícia de Ricardo Gomes acabou custando caro. Confiou num atleta que não está mais de corpo (muito menos de alma) no universo tricolor. Vale lembrar que Mano Menezes, no Corinthians, começou a afastar Cristian e André Santos do elenco alvinegro quando as notícias das possíveis transferências destes atletas para o exterior começaram a ser divulgadas a todo instante. Bem fez o treinador corintiano e fica a lição para os demais técnicos de futebol: aprender a ler e analisar uma situação e saber com quem, realmente, eles podem contar na hora da decisão. Afinal, no futebol empresa, perder a chance de assinar um bom contrato por conta de uma possível lesão está fora de qualquer questão! O resto, amigos, é papo para boi dormir! |
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| Última atualização ( Qui, 05 de Novembro de 2009 ) |

