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| Batalha nos Aflitos – Parte II |
| Escrito por João Ricardo Cozac | ||
| Qui, 01 de Outubro de 2009 | ||
Náutico e São Paulo protagonizaram um dos jogos mais emocionantes do campeonato brasileiro em 2009. O Náutico tentando escapar da proximidade da zona do rebaixamento e o São Paulo querendo diminuir a vantagem para o líder Palmeiras. Assim como numa peça de teatro, o enredo será dividido em Atos.
Ato 1 - Arbitragem nota zero Gostaria aqui de dar uma bela nota zero para a Comissão de Arbitragem do futebol brasileiro (sem exceções). Há muito não via uma safra de árbitros pobre nas áreas técnica, emocional, mental e física. Aliás, vários árbitros entram em campo mais nervosos que a maioria dos atletas. Falar da arbitragem na partida dos Aflitos é o mesmo que descrever a esmagadora e pífia apresentação dos cavalheiros do apito nas rodadas anteriores. Lamentável. Aos poucos, infelizmente, estes senhores estão acabando com a alegria do nosso esporte. Ninguém vai fazer nada? Pelo visto, não. Por outro lado, não podemos deixar de lado o péssimo comportamento de boa parte dos jogadores de futebol que xingam bandeirinhas e árbitros o tempo inteiro e, nem assim, recebem a devida punição. Basta o amigo observar alguns jogos para entender o que esta molecada anda falando por aí. Recomendo tirar as crianças da sala neste momento. Ato 2 - Geninho tem a cara do rebaixamento do Náutico A trajetória de Geninho no futebol acumulou apenas um título de grande expressão: campeão brasileiro pelo Atlético Paranaense. E foi só. De lá para cá, o técnico não parou mais em equipe alguma e, pelo visto, cairá poço abaixo com o simpático Náutico de Recife. Amigos, alguém consegue expandir a lista de treinadores que tem o jeitão de rebaixadores de clubes? Vamos lá: Geninho, Cuca, Renato Gaúcho, Estevam Soares e é melhor parar por aqui para que a segundona não pegue nem a este colunista que aqui escreve. Os dirigentes de futebol, de fato, não tem a menor sensibilidade e conhecimento para perceber que estes aspirantes a treinadores de futebol sabem menos deste esporte que muita garotada nova por aí. O preço está dentro de um envelope datado para 2010. Ato 3 – Aflição passiva dos donos do Aflitos Vencendo o jogo por 1 a 0 e com um jogador a mais, o Náutico permitiu o empate do São Paulo. E mais: o time paulista sofreu outra expulsão e, com nove jogadores em campo, anotou o gol vencedor com Hugo aos 43 minutos do segundo tempo. O que teria passado na cabeça dos jogadores locais que, passivamente, assistiram o São Paulo crescer e se multiplicar dentro de campo. Será um trauma passado vivido diante do tricolor gaúcho? Nem Freud explica! Ato 4 - O São Paulo embalou A batalha dos Aflitos foi, possivelmente, mais um capítulo da vencedora trajetória do time do São Paulo nos últimos anos. Todos lembram que a equipe do Morumbi, ao conquistar as últimas edições deste torneio, venceu partidas emocionantes e sempre marcando o gol decisivo no final dos jogos. O Palmeiras vem forte e o Inter, creio, não terá forças para lutar contra os dois times paulistas. Atlético Mineiro, Grêmio e Goiás devem lutar pelas demais vagas de acesso a Libertadores. Os demais lutarão por uma vaga na enganosa Copa Sul Americana. |

