Maradona, Agüero e a beleza do choro argentino
Escrito por João Ricardo Cozac   
Ter, 08 de Setembro de 2009

  

 

Amigos, os falastrões argentinos entraram pelo cano. Cornetaram a semana inteira e agora, quietinhos, amargam a possibilidade de não carimbar o passaporte para o próximo Mundial. Fico imaginando como deve estar a relação do Agüero com seu sogro, Maradona. Afinal, o atacante argentino cansou de falar que “não há nada mais lindo no mundo do que ver um brasileiro chorar”. Pois é, hermanito, faço minhas as suas palavras: “não há nada mais gostoso que ver seu sogrinho roendo as unhas e a nação argentina calada depois de levar uma surra do escrete brasileiro, o melhor do mundo sim senhor!”.

Time abaixo da crítica

O time da Argentina é bizarro. Um combinado de Sorocaba (do Atlético e do São Bento) é suficiente para vencer um bando de pernas de pau comandado por um sujeito que está ali por conta de um Mundial que ajudou a vencer e nada mais. Melhor: Maradona escolheu o estádio acanhado de Rosário, terra de seu ídolo Che, local onde nasceu o craque Messi e, claro, onde existe uma igreja em homenagem ao treinador. Agora, o novo atrativo da cidade é a sova que levou dos brasileiros. Que delícia!

Maradona está mais para treinador de casados versus solteiros

Para mim, o treinador argentino ainda não está bom da cuca (se é que algum dia esteve). O sujeito convocar o ex-frentista de posto, Sebá (dispensado pelo Corinthians junto com o Passarella) para ser o titular da zaga é assinar o atestado irrevogável de burrice. Nós, que não temos nada com isso, fizemos a lição de casa e calamos Rosário com uma superioridade tão incontestável quanto a empáfia dos nossos queridos irmãozinhos.

De novo: treinador não ganha jogo

Dunga fez o seu papel: escalou a time brasileiro de melhor maneira. O resto, amigos, acontece dentro das quatro linhas. Quando nossa Seleção resolve jogar, não tem para ninguém. Os argentinos provocaram as feras e viraram gatinhos. Que o digam Tevez e Verón: sem marcação, os dois detonam qualquer partida. Marcados de perto, são jogadores normais. Aliás, Tevez falou que “comeria” os brasileiros na partida. Só rindo mesmo.

Já Kaká, Luis Fabiano, Lucio e Julio César estiveram fantásticos. Que bom que nós temos a beleza e a alegria do samba para levar a todos os lugares do mundo. Quem sabe, assim, os tons melancólicos do tango argentino doam menos dentro do peito de nossos hermanos amigos.

Verdade seja dita

De Libertadores, eles entendem. Agora, de Seleção, me perdoem, mas vão ter que comer muito churrasco ainda para nos alcançar!