Luzes, fama e pouca ação
Escrito por João Ricardo Cozac   
Seg, 20 de Julho de 2009

  

 

Como diz o apresentador Roberto Avallone: “Parem as máquinas!”. Pela quarta vez, Luxemburgo será apresentado como novo treinador do Santos com todas as honras de chefe de Estado. O homem de confiança do presidente Marcelo Teixeira convocado para colocar ordem na casa santista terá muito trabalho pela frente. Um time rachado que anda perigosamente próximo à zona de rebaixamento do Brasileirão. O novo treinador promete novas parcerias que trarão atletas de peso ao clube. Maldonado, pelo que tem se falado, será o primeiro reforço a descer a serra. Luxemburgo está em dívida com o futebol. Na sua passagem pelo Palmeiras, milhões de reais foram gastos com ele e sua comissão técnica. Uma imensa fortuna para conquistar apenas um campeonato paulista. O treinador precisa deixar de lado os holofotes, ternos importados e retóricas vazias – afinal, ninguém é herói pelas aparências ou por um passado de conquistas. Luxemburgo está distante do cheiro de grama e muito próximo dos perfumes glamorosos. Pior: os santistas estão naquela fase de tolerância zero. E agora?

Leão é xingado em Recife

A torcida do Sport perdeu a paciência de vez com o treinador Emerson Leão. Após a derrota em casa para o Avaí, a massa rubro-negra de Pernambuco não perdoou o comandante. O que terá havido com aquela química inicial do técnico com os atletas? Em geral, Leão obtém sucesso nos primeiros três meses de ditadura à frente das equipes que treina. Desta vez, a resistência pode ter sido grande demais para sua juba.

Tite e os pelos no peito

O discurso do treinador colorado tem sido, no mínimo, curioso. Após perder a Copa do Brasil, Tite comentou que “era o momento de falar pouco e jogar mais”. Em seguida, alguns resultados adversos e o novo discurso: “é hora de mostrar que esta é uma equipe formada por homens fortes e capazes”. Como se não bastasse tudo isso, a derrota no Gre-Nal para o maior arqui-inimigo gerou um novo apelo do comandante gaúcho: “os atletas precisam mostrar que tem pelos no peito”. O que será que eles terão de mostrar se vier uma nova derrota?

No Fluminense, nada de câmeras (nem de ação)

O Fluminense é, hoje, o Vasco de ontem. Se nada for feito em caráter de urgência máxima, o tricolor naufragará (novamente) nos mares da segundona. Querem saber qual o caminho mais curto? Convocar o Renato Gaúcho para ser o almirante do Titanic.

Por onde andas, Muricy?

O ex-treinador do São Paulo não fechou contrato com Palmeiras e Santos. Teria pedido a bagatela de 700 mil reais e os clubes acharam o preço abusivo. O que passa pela cabeça do treinador? Estaria ele apenas dando um tempo e comendo seu peixinho na praia ou os ares gaúchos (colorados) podem esperar por ele? Dinheiro, no momento, não é problema. Pelo visto, as prioridades são outras.
 

Nada de fama, poucos holofotes e muita ação

Jorginho, no Palmeiras, é a antítese de tudo isso. Ganhando pouco, trabalhando em silêncio e com humildade, o treinador do Palmeiras tem mostrado muita capacidade e talento no novo cargo. Cabe aos dirigentes palestrinos motivar e dar todo o suporte a ele. Afinal, após a saída de Luxemburgo, a vida pelo Palestra Itália ganhou um novo colorido.