Futebol: sexo sem amor

bola fogoAmigos, li uma pesquisa que aponta uma queda brusca de audiência nos jogos da Seleção. E não é pouca coisa. Imaginem sessenta e dois Maracanãs lotados a menos assistindo pela televisão a equipe nacional se enrolar cada vez mais dentro de campo. Este é o tamanho do prejuízo que o futebol burocrático e sem graça do nosso país tem causado na libido dos torcedores.

Este aumento do desinteresse do povo brasileiro tem algumas explicações. Muitos gostam de associar o futebol ao sexo, orgasmo e paixão. Para tudo isso, está faltando o mais importante: tesão! (mesmo que meu Word insista em corrigir esta palavra para excitação, insisto no termo) Roberto Freire já anunciou em seu livro: “Sem tesão, não há solução” – e ele está repleto de razão. A relação amorosa dos torcedores de futebol com seus clubes anda bastante abalada. Jogos desinteressantes, violência, mortes, treinadores retranqueiros e covardes, árbitros pessimamente preparados, campos esburacados e o alto valor do ingresso fazem o telefone tocar na “hora h”, interrompendo o almejado gozo por todos aqueles que depositam sua energia de afeto e prazer nas quatro linhas mais cobiçadas do país.Em meio a esta apatia e desinteresse, pergunto: onde está o amor? Sim, amigos, a paixão é algo que precisa de um combustível para se manter viva e atuante. O sexo, sem nenhum tipo de vínculo afetivo, pode ser delicioso por um tempo. Se nada for criado após tantas explosões de prazer e satisfação, o casal, em geral, se separa e cada um segue a busca por um (a) companheiro (a) que atenda seu perfil e suas necessidades emocionais.E o que o futebol tem a ver com tudo isso? Muita coisa – ou quase tudo. A paixão por este esporte está no DNA do brasileiro. Curiosamente, nos últimos tempos, uma espécie de mutação (leia-se “aberração cromossômico-cultural) vem alterando as informações dos genes fazendo com que uma grande parte da nova geração não dê a mínima para o futebol.A Copa do Mundo – aquele famoso encontro com o objeto do desejo que acontece a cada quatro anos – está chegando e, em conversas com amigos e colegas, noto um desinteresse geral e ausência daquela sensação gostosa que estávamos acostumados antes de cada Mundial. Um friozinho na barriga típico das grandes paixões. Onde foi parar tudo isso?Na realidade, os fatores broxantes estão mais imperativos que nossa fidelidade e persistência no amor pelo futebol. Os níveis de tolerância do ser humano devem ser respeitados. Alguns, mais fanáticos e alucinados por suas deusas devassas (quentes ou bem geladas), permanecem atentos aos movimentos e cantos desta sereia que, aos olhos e ouvidos da maioria, desafina e produz um sono quase incontrolável.

Há o grupo que diz: “queremos gozar!”. Este é aquele que procura os Big Brothers da vida – no intuito de conseguir algum tipo de associação prazerosa. Nem que seja nos instintos mais básicos e cruéis da nossa espécie.

Do outro lado, o grupo que reivindica o amor. Para este, a coisa está ainda mais feia. Como se apaixonar por um brucutu (estilo sequóia), cheia de celulites, burra, com crises de TPM e pouco cheirosa? Aqui, o mais indicado é dormir antes do coito para não correr perigo.

Querem saber o pior?

Sim, dá para piorar: a sogra, amigos, é o Felipão!
Haja Viagra…
Escrito por João Ricardo Cozac
Qui, 21 de Fevereiro de 2013